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terça-feira, 29 de março de 2011

PARABÉNS,SALVADOR!





Salvador faz hoje 462 anos.
 Nossa bela capital ,apesar da idade, está cada dia mais nova e saudável.
Apesar do seu lado austero,cheia de monumentos centenários e 365 igrejas,como diziam os antigos(nunca contei,mas,sei que são inúmeras,vetustas e,quase todas muito ricas),uma nova cidade começa a surgir,com bairros urbanizados e elegantes,largas avenidas,hotéis luxuosos e condomínios maravilhosos cercando suas praias
.A cidade enfrenta ainda  muitos problemas,comuns aos grandes centros urbanos  do país:segurança,saúde,educação,transporte; mas,aos poucos e com paciência(uma virtude dos baianos) tudo vai sendo resolvido a contento e podemos receber bem,com o jeitinho baiano tão cantado em prosa e verso,os turistas que nos visitam.
Não sei se o brasileiro é “o homem cordial”, de que nos fala Buarque de Holanda,no seu “Raízes do Brasil”; mas,sei que o baiano é cordial,amistoso,alegre,companheiro e sempre pronto a receber bem quem nos visita .
Nossas portas estão sempre abertas e sempre cabe mais um nos nossos corações.
A cidade que hoje aniversaria foi saudada pelo sol e seus raios de luz e calor envolveram todos os seus filhos; o mar trouxe uma brisa fresca e as árvores pareciam sorrir.
Afinal, é festa na Bahia!
À tarde, na Praça Tomé de Souza ,teremos um bolo monumental para saudar a “menina”,logo depois de um ato ecumênico com a participação do Coral da Cidade; mais tarde,samba e alegria não vai faltar.
Hoje também, fazem 503 anos da chegada do primeiro europeu a viver na  cidade ,Diogo Álvares Correia,o Caramurú,que casando-se com a filha do cacique Taparica,a bela Catarina Paraguaçú,deu origem á miscigenação entre as raças brasileiras,que fizeram deste país uma ilha de paz e concórdia,graças ao entendimento entre raças diferentes.
Para celebrar esta alegria, termino com os belos versos finais do poeta Martins D’Alvarez sobre a Bahia:
Bahia, filha de um sonho
Que teve Nosso Senhor,
Depois fazer o universo,
No dia que descansou;
E, que depois de criada
Agradou tanto ao Criador
Que este de uma só penada
-com letra bem caprichada-
escreveu sobre a fachada
“Terra de São Salvador!”

Saiba tudo sobre a Bahia lendo "A Bahia de Outrora".
A 2ª edição revista e ampliada chegará em Abril.
Reserve o seu!



sábado, 1 de maio de 2010

DIÁRIO DE bORDO:CAPXVII





2º FEIRA,25 de Abril



Levantei bem tarde para o dia ficar menor; aliás,começou bem feio,céu cinzento,muita chuva,muito vento,nenhum estimulo para levantar;o mar está cor de chumbo,com ondas fortes.Tomei um chocolate quente e voltei para as cobertas.
Dia chuvoso carregado de ócio, estimula as reflexões. Maugham dizia que nada como cruzar um oceano para se esquecer uma paixão;eu vou mais longe:nada como cruzar um oceano para se ter as verdadeiras dimensões de um problema,para situar as coisas como elas realmente são e para dar um balanço na vida,separar o que tem importância para nós e excluir o resto,aquela velha opinião formada sobre tudo,de que fala Raul Seixas,o maluco mais lúcido do Brasil.
Amadureço a idéia de ficar em Las Palmas por todo o verão, arrumar um emprego temporário numa “tienda”, depois voltar; Sonhos. Idéias concretas, minhocas que podem virar jibóias;chi ló sá?
Isto aponta para um desejo de mudança; e. só se muda o que não nos satisfaz. Mudanças quase sempre são dolorosas,mas,necessárias,mas,”quem quer passar além do Bojador tem que passar além da dor.”


Passei o dia procurando o que fazer; andei daqui e dali até que encontrei o 2º no deck estudando furiosamente um manual de navegação; vai prestar exames para Imediato, dia 9 de maio, nas Filipinas. Partilhamos um café; ele ainda digeria a s férias frustradas; parece que agora vai; ele sairá de férias daqui a cinco dias quando aportarmos em Barcelona, para alegria da família. Subi para o deck superior ,,sup-deck,para os íntimos,fiquei um tempão olhando Gênova ao luar.Literalmente,tomei um banho de lua.Insone,desci para assistir TV;o 1º estava lá vendo um programa de variedades;acho que peguei o “sea-sick”,ou banzo ou seja lá como se chame a coisa a doença do mar,só sei que estou um bocado nostálgica.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

AS MARCHINHAS DE CARNAVAL E OS TIPOS POPULARES...


O Rio de Janeiro é mesmo a cidade da alegria e da irreverência.Não me admira que as marchinhas de Carnaval,se não são nativas de lá,pelo menos ,foram criadas e divulgadas pela verve carioca.
Elas nasceram no inicio do século XX,mas,tiveram seu apogeu nos anos 20,época em que os compositores faziam uma crônica bem humorada dos costumes da cidade,seus moradores e tipos característicos.
A partir dos anos setenta a marchinha declinou e quase morreu,mas,graças ao magnífico trabalho do jornalista Sergio Cabral,podemos apreciar nos dias de hoje ,como era o Rio de Janeiro daquela época.
Brinquei muito,cantando essas marchinhas,nos carnavais dos anos quarenta e cinqüenta,antes do Trio Elétrico e dos pagodes de gosto duvidoso.Os carnavais dos clubes, dos carros alegóricos e da lança-perfume.
Bons tempos onde se subia o morro sem sobressaltos para sambar na Mangueira.
Maria descia o morro,lata d’água na cabeça,sem se preocupar com balas perdidas;o pedreiro Waldemar não perdia o trem e a casta Suzana encantava os marmanjos do Posto 6.A “Cidade Maravilhosa” não se preocupava com a Maria Escandalosa,aquela que,”desde criança sempre deu alteração;” muito menos,com a Maria Candelária,a “alta funcionaria”,cuja rotina de trabalho era uma festa;estava em todo lugar,menos na repartição(como hoje,aliás...) .
Abre alas que quero passar pois,yes,nós temos banana que engorda e faz crescer e o bom da vida é viver.
Meu amado ia me ver de lambretinha e a lua ainda era dos namorados;ele saía no Cordão do Bola Preta sassaricando prá valer,tirando onda que era o Tairone Pouvier,embora com aquela cabeleira parecesse mais a Ava Gardiner,como rezava a marchinha.
Saudades!Tantas que dá vontade de falar:-Sêo Condutor,plin plin,para o bonde do tempo e me trás o meu Rio de volta!