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terça-feira, 19 de abril de 2011

MONTEIRO LOBATO, UM HOMEM MULTIFACETADO.



Para se falar de um homem que não é um só, mas,muitos, melhor começar pelo começo.
José Renato Monteiro Lobato nasceu em Taubaté, São Paulo ,na fazenda Buquira  do seu avô, o Visconde de Tremembé, rico e influente fazendeiro  de café, a18 de abril de 1882, filho de José Bento Marcondes Lobato e de D. Olímpia Augusta Lobato.
Foi alfabetizado pela mãe e por um professor particular.
Aos 11 anos foi transferido para o Colégio São João Evangelista; em dezembro de 1896 foi para  S. Paulo e  logo depois de passar nos preparatórios cursou o Colégio Paulista,aproveitando o ensejo para fazer suas primeiras incursões literárias colaborando com alguns jornais estudantis sob o pseudônimo de Josben e Nhô Dito sendo o seu fino humor, à inglesa, elogiado pela revista FonFon e pelo jornal “O Estado de São Paulo”.

Espírito inquieto foi um dos fundadores do Cenáculo com os amigos Godofredo Rangel e Tito Lívio.
Obedecendo aos anseios do avô,formou-se em Direito e foi promotor em Areias,interior de S. Paulo.
Mas, seus verdadeiros interesses eram as artes, a pintura ,a caricatura a  qual  transformou em fonte de renda.
Casou-se com D. Pureza, prima distante e teve quatro filhos:Marta,Edgar,Guilherme e Rute.
A personalidade de Lobato,um homem sem meias palavras,honesto, verdadeiro,sem papas na língua,incomodava os conservadores e o seu nacionalismo,num pai s  que cultivava o estrangeirismo, causava espécie aos meios mais elitizados.
Lobato transferiu para seus “alter-egos”, a boneca Emília e, mais tarde,Miss Jane, personagem do livro profético , “O Presidente Negro”, muito da sua personalidade e do modo de sentir o mundo.
Homem de múltiplos interesses, Lobato era também editor.
Essa idéia nasceu da compra da “Revista do Brasil” onde publicava artigos polêmicos como “A Velha Praga”,um libelo contra as queimadas.
Daí começou a Companhia Editora Nacional que revolucionou o mercado editorial brasileiro como se pode observar nestes textos do seu maior biógrafo Edgar Cavalheiro:

"É quando surge Monteiro Lobato. Tendo impresso por sua conta, nas oficinas d’ O Estado de São Paulo, mil exemplares de Urupês, verificara, ao ter os volumes prontos para venda, que em todo o território nacional existiam somente trinta e poucas casas capazes de receber o livro. Não era possível, por tão poucos canais, o escoamento daquilo que se lhe afigurava um despropósito de volumes. Dirige-se, então, ao Departamento dos Correios, solicita uma agenda e constata a existência de mil e tantas agências postais espalhadas pelo Brasil. Escreve delicada carta-circular a cada agente, pedindo a indicação de firmas ou casas que pudessem receber certa mercadoria chamada ‘livro’. Com surpresa recebe respostas de quase todas as localidades. De posse de nomes e endereços assim obtidos, procura entrar em contato com os possíveis clientes, escrevendo-lhes longa circular, portadora de original proposta: ‘Vossa Senhoria tem o seu negócio montado, e quanto mais coisas vender, maior será o lucro. Quer vender também uma coisa chamada livro? V. Sª não precisa inteirar-se do que essa coisa é. Trata-se de um artigo comercial como qualquer outro, batata, querosene ou bacalhau. E como V. Sª receberá esse artigo em consignação, não perderá coisa alguma no que propomos. Se vender os tais ‘livros’, terá uma comissão de 30%; se não vendê-los, no-los devolverá pelo Correio, com porte por nossa conta. Responda se topa ou não topa’.
Segundo Edgar Cavalheiro, o expediente lobatiano funcionou perfeitamente, pois:
“Quase todos toparam, e Lobato passou dos trinta e poucos vendedores anteriores, que eram as livrarias, para mil e tantos postos de vendas, entre os quais havia lojas de ferragens, farmácias, bazares, bancas de jornal, papelarias. O comércio de livros, que modorravam numa rotina galega, ganha impulso insuspeitado. As edições, que antes não ultrapassavam 400 ou 500 exemplares, e assim mesmo muito espacejadas, pulam imediatamente para três mil exemplares, e começam a surgir quatro, cinco, seis e até mais livros por mês.”
Antes de Lobato, o livro ,no Brasil, era sacralizado,produção para poucos escolhidos e os exemplares impressos na França ou Portugal.
Só os medalhões tinham vez.Não havia uma renovação literária.
Durante o período que Lobato esteve no comando literário das editoras Monteiro Lobato & Cia e Companhia Editora Nacional pelo menos 50 novos escritores foram apresentados ao público.
Muitos deles se tornaram mais tarde os principais propagandistas do modernismo brasileiro. A lista é extensa e variada. Foram editados nomes como: Godofredo Rangel, Paulo Setúbal, Menotti Del Picchia, Guilherme de Almeida, Cornélio Pires, Afrânio Peixoto, Coelho Neto, Oliveira Viana, Pedro Calmon, Gastão Cruls, Rodolfo Teófilo, Papi Júnior, Oswald de Andrade, Tales de Andrade, Eduardo Carlos Pereira, Oswaldo Orico, Cesídio Ambrogi, Carlos Dias Fernandes, Djalma Andrade, Alberto Seabra, Otto Prazeres, Lucílio Varejão, Sud Menucci, entre outros.
Lobato era também tradutor e publicou livros polêmicos como “A luta pelo petróleo”, de Essad Bay.
Em 1918 publicou “Urupês”,um retumbante sucesso citado até por Ruy Barbosa,que considerou Jeca Tatu,um protótipo do brasileiro pobre, sem esperanças abandonado à miséria pelos governos.
Na esteira deste sucesso publicou “Cidades  Mortas” e Idéias de Jeca Tatu”.
Em 1920, desiludido dos adultos,migrou para a literatura infantil,escrevendo “A menina do narizinho arrebitado”,Lúcia, que nunca foi re-editado,hoje considerado obra rara.
Reapareceu tempos depois, um pouco modificado como “Reinações de Narizinho”.A maioria das suas estórias in fantis passava-se no Sítio do Picapau Amarelo,no interior do Brasil,tendo como personagem D,Benta,uma sábia senhora,seus netos, Narizinho e Pedrinho e Tia Nastácia,faz-tudo da casa e símbolo da sabedoria popular, por quem o escritor tinha um imenso carinho.
Esses personagens foram complementados por entidades criadas pela imaginação do autor, como Emília,a irreverente  boneca falante,o aristocrático Visconde de Sabugosa,a vaca Mocha,o saci, o burro Conselheiro,a Cuca,  o porco Rabicó e o rinoceronte Quindim,além do Príncipe Escamado, do Reino das Águas Claras.
As crianças do sítio visitavam e eram visitados por todos os personagens das estórias infantis, como Peter Pan,Pinóquio,e Chapeuzinho Vermelho e a Bela Adormecida.
A moda de dona Benta ler era boa. Lia “diferente” dos livros. Como quase todos os
livros para crianças que há no Brasil são muito sem graça, cheios de termos do
tempo do onça ou só usados em Portugal, a boa velha ia traduzindo aquele
português de defunto em língua do Brasil de hoje. Onde estava por exemplo,
“lume”, lia “fogo”; onde estava “lareira” lia “varanda”. E sempre que dava com um
“botou-o” ou “comeu-o”, lia “botou ele”, “comeu ele” – e ficava o dobro mais interessante. 
Em Reinações de Narizinho, o episódio da visita ao Reino das Abelhas é
exemplar para a concepção lobatiana de homem livre. Transcrevamos o diálogo
entre Narizinho e Emília:
– Já reparou, Emília, como é bem arrumado este reino? Uma verdadeira maravilha
de ordem, economia e inteligência! (...) O que admiro é como as abelhas sabem
aproveitar o espaço, (...) economizar cera, tudo dispondo de modo que a colméia
funcione como se fosse um relógio. Ah, se no nosso reino também fosse assim...
Aqui não há pobres nem ricos. Não se vê um aleijado, um cego, um tuberculoso.
Todos trabalham, felizes e contentes. (...)
– E quem manda aqui? Quem é o delegado?
– Ninguém – (...) Tenho notado que muitos dos personagens das minhas histórias já andam
aborrecidos de viverem toda a vida presos dentro delas. Querem novidade. Falam
em correr mundo a fim de se meterem em novas aventuras. Aladim queixa-se de
que sua lâmpada maravilhosa está enferrujando. A Bela Adormecida tem vontade
de espetar o dedo noutra roca para dormir outros cem anos. O Gato de Botas brigou
com o Marquês de Caraibas e quer ir para os Estados Unidos visitar o Gato Félix.
.
De fato, o Pequeno Polegar foge de sua história e se torna bobo da corte no
Reino das Águas Claras, onde adota o nome de gigante   Fura-Bolos.
Como se vê, Lobato desmistificou a obsoleta literatura p/ crianças e lançou um novo modo de estórias contadas como só nossas avós sabiam fazer.
Polêmico,irreverente,político, Lobato venceu todas as armadilhas criadas pela vida e por seus pensamentos nacionalistas e liberais,enfrentou a prisão, mas,tirou de letra todos esses inconvenientes com o tamanho do seu gênio.
Morte:4 de julho de 1948 aos 66 anos.



FONTES:
Elina Yunes
Edgar Cavalheiro







terça-feira, 22 de março de 2011

O BOM,VELHO E SEMPRE LÚCIDO LOBATO






Pois é,Obama chegou,viu e venceu e nem precisou fazer muito esforço para conquistar brasileiros deslumbrados.
Aliás, nosso povo “se rompe todo” por qualquer porcariazinha.
Cética desde garota ,afinal,fui cria de Lobato,aprendi com ele a pensar e ,principalmente a deduzir,não me entusiasmei nem um pouco com as caras e bocas do presidente ianque.
E,como não poderia deixar de ser,procurei Lobato;procurei e achei,ele nunca me faltou.
Encontrei, no livro “Fábulas” esta que hora ponho aqui ao alcance dos vossos olhos deslumbrados,povo brasileiro,não apenas para ser “do contra”,mas,para fazer essas cabecinhas pensarem um pouco mais,mesmo correndo o risco de apedrejamento.Outra coisa que aprendi com Lobato,não temer desafios,nem ter medo.
Ele,sim,era O Cara!
Mas,vamos à fábula:

O gato-do-mato, jaguatirica e irara receberam um convite da onça para constituírem a Liga das Nações.

- Aliemo-nos e cacemos juntos, repartindo a presa irmãmente, de acordo com os nossos direitos.
- Muito bem! - exclamaram os convidados. - Isso resolve todos os problemas da nossa vida.
E sem demora puseram-se a fazer a experiência do novo sistema. Corre que corre, cerca daqui, cerca dali, caiu-lhes nas unhas um pobre veado. Diz a onça:
- Já que somos quatro, toca a reparti-lo em quatro pedaços.
- Ótimo!
Repartiu a presa em quatro partes e, tomando uma, disse:
- Cabe a mim este pedaço, como rainha que sou das florestas.
Os outros concordaram e a onça retirou a sua parte.
- Este segundo também me cabe porque me chamo onça.
Os sócios entreolharam-se.
- E este terceiro ainda me pertence de direito, visto como sou mais forte do que todos vós.
A irara interveio:
- Muito bem. Ficas com três pedaços, concordamos (que remédio!); mas o quarto tem que ser dividido entre nós.
- Às ordens! - exclamou a onça. - Aqui está o quarto pedaço às ordens de quem tiver a coragem de agarrá-lo.
E arreganhando os dentes assentou as patas em cima.
Os três companheiros só tinham uma coisa a fazer: meter a caudas entre as pernas. Assim fizeram e sumiram-se, jurando nunca mais entrar em Liga das Nações com onça dentro.
Qualquer semelhança entre pré-sal, povo brasileiro e povo líbio não é mera coincidência.
Acordem joões!
A próxima visita do americano não será com samba e tamborim.Nós é que vamos dançar...


Texto de Miriam Sales 

terça-feira, 13 de julho de 2010

O EDITOR MONTEIRO LOBATO



Homem de múltiplas facetas,o escritor Monteiro Lobato,um dos mais importantes do nosso país,era também editor.

Essa idéia nasceu da compra da “Revista do Brasil”,onde antes colaborava com seus artigos polêmicos,como “A Velha Praga”,condenando as constantes queimadas que grassavam nas fazendas de café com a desculpa da renovação do solo.

Pois,desta revista,acabou brotando a Cia.Editora Nacional que veio revolucionar o mercado editorial brasileiro,inexistente numa época onde todas as nossas grandes publicações eram feitas em Paris ou Lisboa.

Nacionalista ferrenho,Lobato,revoltou-se contra isto e contra a “panelinha” literária,onde só medalhões tinham acesso às publicações.

Levantou-se ,também,contra a “sacralidade “do livro,conforme pensavam os leitores,livreiros e escritores da época,que viam com horror de donzela,a necessidade de se vender como mercadoria esse objeto sagrado.

Lobato mostrou que o livro, sim,é um negócio como outro qualquer,que gera custos,logo ,tem que gerar receita,e apregoava aos quatro ventos:

-“Livro é sobremesa; tem que ser posto diante do nariz do freguês”, para horror dos puristas da época.

Acreditando nisto,e,ignorando solenemente as pedradas que recebeu toda a vida,na sua editora recusou-se a publicar medalhões e abriu caminho para novos autores desconhecidos como a Srª Leandro Dupré (Éramos seis),Osvaldo Orico,Pedro Calmon,Menotti dal Picchia,Oswald de Andrade, Paulo Setúbal e muitos outros,renovando a literatura nacional.

Mas,como vender?Esse era o busilis.

Que fez Lobato?

Criou uma rede de distribuição que se constituiu numa reviravolta editorial, introduzindo métodos práticos e funcionais; dirigindo-se ao Departamento de Correios e verificando a existência de mil e tantas agencias postais no pais, escreveu uma carta –circular a cada agente,pedindo a indicação de casas ou firmas que pudessem receber esta mercadoria chamada “ livro”.

Com muita surpresa viu que todas as agencias lhe responderam.

De imediato entrou em contato com comerciantes diversos perguntando-lhes se não quereriam aumentar seus lucros vendendo livros consignados,uma mercadoria como outra qualquer,batata,bacalhau ou querosene.

Logo,se não vendesse, o comerciante devolveria o produto cujo porte seria pago pela Editora.

Se os vendesse receberiam uma comissão de 30%.

E,enfático:-Responda se topa ou não topa.

Quase todos toparam. E Lobato passou de trinta e poucos vendedores anteriores,as livrarias,para cerca de mil e tantos postos de venda,lojas de ferragens,papelarias,farmácias,bazares etc.

As edições que não passavam de 400 exemplares subiram para três a quatro mil e os livros pululavam,às vezes,até seis lançamentos num mês.

Mas,Lobato havia inovado também na qualidade gráfica,no feitio das capas,substituindo as antigas e feias por capas desenhadas por nomes famosos das Artes Plásticas,como Lemi.

Lobato corria atrás do leitor,procurando saber onde morava,levando o livro pessoalmente em casa dele,batendo papo sobre tudo,fazendo do leitor um amigo.

Modestamente, confesso ,que ajo assim,também;cada leitor é meu amigo,quero saber dele,escrevo para ele,adoro seus comentários e sugestões.

Não tenho pudores para vender meus livros;sem ser invasiva ofereço,propago,procuro.

Quando penso em oferecê-lo a alguém, que acho que haveria de gostar da obra, e esse alguém não pede o livro,penso comigo:-Que pena!

E lamento não ser rica para poder presenteá-lo.

Este ser humano tão rico de idéias e pensamentos, Monteiro Lobato ,existiu.

E está sempre presente no meu pensamento. Sua influencia sobre mim ,desde a infância,pois,”Reinações de Narizinho” foi o primeiro livro que li,permanece até hoje e eu o amo como um pai espiritual que abriu para mim os caminhos do Conhecimento.

***Trecho da palestra que proferi “Monteiro Lobato,um homem de muitas Artes”,na Academia de Cultura da Bahia.

COM A PALAVRA,O LEITOR:




13/07/10 10:20 - ERASMO SHALLKYTTON







Um brilhante regalo e que merece honráveis aplausos. Aos seis anos eu


pedia para minha mãe ler os seus contos e fábulas, pois, eu era gago.


E tudo me fascinava no mergulho de suas obras (Saci, Marquez de Rabicó


e outras. Monteiro, foi o maior símbolo de nossa literatura e um


grande empreendedor do petróleo brasileiro e ferro. Com tristeza, teve


um fim melancólico nos seus últimos dias de vida, apesar que a


situação financeira contribuiu demasiadamente para este fim. Portanto,


nem com isso, a celebridade deste intelectual brasileiro e pouco


lembrado se abateu. Adorei poeta esta enriquecida homenagem. Bravo!


bjs



MIROKCA: ADOREI O SEU TEXTO SOBRE A PALESTRA QUE VOCE DEU, CUJO ENFOQUE É MONTEIRO LOBATO.PARA MIM, CONFESSO, FOI UMA SURPRESA AGRADÁVEL SABER QUE ALÉM DO MARAVILHOSO ESCRITOR, FOI EDITOR E UM FERRENHO INOVADOR SOBRE A DISTRIBUIÇÃO DOS LIVROS, CHEGANDO IR AS CASAS DAS PESSOAS. ATITUDE DO GRANDE HOMEM QUE FOI.PARABÉNS.ABS. SANDRA




verdades e mentiras · Uruguai · 13/7/2010 12:33
Mirokca: Parabenizo seu feito nas palavras ditas em nome do grande escritor Monteitro Lobato, que muito me incentivou na minha inicial carreira ao magisterio com a Educação Infantil. Alfabetizei minha primeira turminha, através de sua cartilha : O Sitio do Pica Pau Amarelo, e que até, hoje, trago na memoria grandes recordações de um passado sereno e realizado. Que venha outros Lobatos para a alegria do lúdico e da humanidade ao mundo das leituras. Bjns. Solange.
Solange Gomes da Fonseca · Curitiba (PR) · 13/7/2010 17:




Quando minha mãe engravidou, comprou a coleção de Monteiro Lobato para crianças e aguardou. O primeiro livro que li foi Reinações de Narizinho. Amava Narizinho e não gostava da Emília, o que fazia a minha mãe rir muito. Bons tempos. Beijos.

Yayá · Curitiba (PR) · 14/7/2010 10:13


14/07/10 22:22 - MARINA GENTILE




Monteiro Lobato fez parte de minha infancia tambem. Eu invejava (no

bom sentido) a colecao que meus primos tinham adornando a

"estante". Para mim ele era mais que adornar uma estante. A

realidade de roça que eu vivia condizia com personagens criados por

ele. A primeira escola de meus filhos chamava-se "A chave do

Tamanho", nao por acaso. Parabens baianissima escritora Miriam.



Silvana,  SSA



Com certeza estarei apreciando este belo momento do lançamento do seu livro. 


Adorei a sua palestra, parabéns, muita riqueza de conhecimentos e muita criatividade em transmitir através de


descontração, parece que você estava presente em cada situação da vida de Monteiro Lobato. beijs





18/07/10 19:49 - pacomolina




Notável Miriam. Aliás eu sempre gostei dos escritos desse paulista de

Taubaté, que até hoje e o maior exemplo de escritor de literatura

infanil na minha opinião ao lado da grande escritora mineira Lucia

Casassanta. Um abraço e tudo de bom.